A importância do Freelite Mx® para o diagnóstico precoce da Esclerose Múltipla

Um dos exames da Binding Site tem atuação fundamental no diagnóstico de uma das principais doenças que afetam o sistema nervoso central: a Esclerose Múltipla. Trata-se do Freelite Mx®, mais específico, sensível, confiável, rápido e fácil de execução quando comparado aos exames mais tradicionais para a análise dessa e de outras patologias.

Tais qualidades advém do fato de o Freelite Mx® ser capaz de identificar a mais ínfima quantidade de cadeia leve livre em uma amostra de líquor retirada do espaço intratecal – aquele dentro de nossa coluna onde a medula está contida – região de difícil acesso e análise.

Apenas para reforçar, o líquor, também conhecido como Líquido Cefalorraquidiano (LCR), é um fluido corporal presente em cavidades do cérebro e na medula espinhal que ajuda a proteger, nutrir e eliminar resíduos dessas estruturas.

“O diagnóstico para Esclerose Múltipla é complexo, passa por uma série de nuances e até hoje não possui um biomarcador específico para isso. Assim, é com satisfação que acompanho a chegada do Freelite Mx® ao Brasil, que agrega opções ao arsenal de diagnóstico”, observa o neurologista Dr. Thiago Junqueira, fundador do Esclerose Múltipla Brasil e do Comitê Brasileiro de Tratamento e Pesquisa em Esclerose Múltipla (BCTRIMS).

No dia 28 de abril, ele participou de um webinar com a Binding Site Brasil justamente para explicar como o exame pode ajudar no diagnóstico da Esclerose Múltipla.

Como funciona

Alguns estudos demonstram que portadores da Esclerose Múltipla apresentam aumento considerável da cadeia leve livre kappa no líquor: cerca de 60 vezes maior do que o do grupo controle.

Por isso, o Freelite Mx® tem sido cada vez mais recomendado e utilizado no diagnóstico da doença, em conjunto com outros exames mais tradicionais para Esclerose Múltipla, como o de bandas oligoclonais, índice de IgG, índice de albumina e também a ressonância magnética.

A alta sensibilidade do Freelite Mx® é uma grande vantagem, uma vez que ele apresenta resultados objetivos e quantitativos, diferente dos demais, cuja análise muitas vezes é difícil, nem sempre clara – e passa por critérios subjetivos. Assim, por exemplo, mesmo que o resultado dê negativo em um exame de bandas oligoclonais, o Freelite Mx®, devido à sua sensibilidade, consegue detectar qualquer alteração.

O exame da Binding Site também pode ser usado no auxílio do diagnóstico e na diferenciação de outras patologias do sistema nervoso central, como a síndrome clínica isolada, meningite, encefalite, síndrome de Guillain-Barré, neuroborreliose, polineuropatia, entre outras doenças crônicas.

Diferença do Freelite®

O Freelite® foi aprovado em 2001 pelo FDA (Food and Drug Administration), aprovado pela ANVISA em 2010-11 e considerado biomarcador em 2014 pelo Grupo Internacional de Trabalho do Mieloma, ou seja, é o exame de escolha  para o diagnóstico e monitoramento do Mieloma Múltiplo e ainda outras gamopatias monoclonais. A diferença deste para o kit chamado Freelite Mx® é que ele não pode ser utilizado com amostras de líquor – apenas para amostras de soro.

Após anos de padronização e validação, em 2006, foi lançado então o Freelite Mx®, com valores de referência específicos para as amostras de líquor; que também possibilita a utilização de amostras de soro e urina. O Mx, aliás, vem do termo em inglês “multiple matrix assays” (ensaios de matriz múltipla).

Ambos utilizam a plataforma Optilite® para a análise automatizada dos testes.

Esclerose Múltipla

Trata-se de uma condição crônica, inflamatória e degenerativa do sistema nervoso central, que afeta no mundo cerca de 2,5 milhões de pessoas, 40 mil delas no Brasil – com prevalência de 15 a 18 casos a cada 100 mil habitantes; por isso, considerada rara. Com exceção dos traumas, ela é a principal causa de incapacidade de adultos jovens.

Ela foi descrita pela primeira vez em 1868 pelo médico Jean-Martin Charcot, do Hospital de la Salpetrière, em Paris, na época, o maior centro de neurologia da Europa.

Ela ocorre quando o sistema imunológico do indivíduo passa a atacar uma parte dos neurônios conhecida como bainha de mielina. Por isso, se diz que ela é uma doença desmielinizante, com comprometimento das funções coordenadas pelo cérebro em episódios chamados de surtos.

Nestes, os principais sintomas são: alterações na visão; formigamento ou falta de sensibilidade; alterações no equilíbrio; perda de controle dos esfíncteres; queda na força muscular dos membros e redução na mobilidade.

“O diagnóstico precoce em Esclerose Múltipla é muito importante pois, ao se iniciar o tratamento o quanto antes, conseguimos reduzir de forma significativa o percentual de indivíduos que evoluem para um componente progressivo da doença”, explica Junqueira.

Segundo ele, sem o tratamento, 65% dos pacientes evoluem para a forma progressiva. Com os medicamentos imunossupressores e fisioterapia, o percentual cai para 18%.

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