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Mieloma Múltiplo: doença rara ou ainda subnotificada?

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O Mieloma Múltiplo representa cerca de 1% de todos os casos de câncer no Brasil, com estimativas de 7 mil novos diagnósticos anuais. Embora oficialmente classificado como uma doença rara, especialistas concordam que há subnotificação, o que pode mascarar sua real prevalência.

Além disso, os avanços nos critérios de diagnóstico e novas terapias mais assertivas têm feito com que os pacientes de Mieloma Múltiplo tenham uma sobrevida cada vez maior – fazendo com que a quantidade de pessoas com a doença cresça ano após ano.

O que é Doença Rara

Não há um padrão mundial para definir o que é doença rara.

Nos Estados Unidos, por exemplo, o critério estabelecido pelo Orphan Drug Act, de 1983, considera rara qualquer condição que afete menos de 200 mil pessoas.

Na União Europeia, são classificadas como raras as doenças que afetam menos de 5 em cada grupo de 10 mil habitantes.

No Brasil, o Ministério da Saúde considera doença rara aquela que atinge até 65 pessoas a cada 100 mil.

Subnotificação

Um dos desafios relativos à doença no Brasil é a subnotificação. Ela é ocasionada por alguns fatores.

. Falta de acesso a exames: o diagnóstico da doença requer exames específicos, que nem sempre estão disponíveis na rede pública de saúde, em especial em regiões mais remotas.

. Desconhecimento: por ser um tipo de câncer menos comum, o Mieloma Múltiplo em sua fase inicial pode passar despercebido por alguns profissionais de saúde, reduzindo a taxa de detecção precoce.

. Diagnóstico tardio: apesar de ter melhorado bastante, o diagnóstico do Mieloma Múltiplo muitas vezes ainda é tardio, pois os principais sintomas da doença são os mesmos de outras condições.

. Registro deficiente de casos: o registro de doenças oncológicas ainda enfrenta grandes desafios no Brasil, principalmente em regiões distantes dos grandes centros.

Evolução no diagnóstico

É fato também que a prevalência do Mieloma Múltiplo no Brasil é cada vez maior – causada pelo envelhecimento da população, pelo aprimoramento dos métodos de diagnóstico e pelo tratamento precoce e cada vez mais eficiente.

Para se ter uma ideia, há duas décadas, a expectativa de vida dos pacientes com Mieloma Múltiplo era de dois a três anos. Com os inúmeros avanços em todas as frentes relacionadas à doença, essa média triplicou – e deve crescer ainda mais.

Um dos principais fatores que estão contribuindo para isso é a evolução no diagnóstico.

Antes, a doença só era detectada em estágios mais avançados, quando os sintomas se tornavam evidentes e agravados em relação a patologias mais comuns de serem diagnosticadas.

Hoje, além dos tradicionais exames de eletroforese de proteínas e de imunofixação, soma-se testes como o Freelite® da Binding Site, que avalia e quantifica as cadeias leves livres kappa e lambda presentes no soro.

Com isso, a identificação dos sinais da doença ocorre cada vez mais cedo, fator crucial para que o tratamento seja iniciado o quanto antes – e mais qualidade de vida seja oferecida ao paciente.

Tratamento aprimorado

Além disso, o desenvolvimento de novas terapias vem revolucionando o tratamento do Mieloma Múltiplo.

Medicamentos como inibidores de proteassoma, anticorpos monoclonais e imunomoduladores aumentaram de maneira significativa a sobrevida dos pacientes.

Soma-se a isso as terapias tradicionais, como a quimioterapia para destruir as células do Mieloma Múltiplo, radioterapia para aliviar as dores ósseas, imunoterapia para estimular o sistema imunológico e o transplante de células-tronco.

Dessa maneira, apesar de ainda não apresentar cura definitiva, é possível controlar o Mieloma Múltiplo por longos períodos, fazendo com que a doença se torne crônica, mas tratável.

Desafios no Brasil

O diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento do Mieloma Múltiplo.

Por isso, é preciso que cada vez mais pessoas tenha conhecimento sobre a doença, cujos sintomas iniciais são semelhantes aos de patologias mais comuns – o que pode atrasar o diagnóstico.

Aqui na Binding Site Brasil, desde o ano passado organizamos o Scientific Talks, que percorre as principais cidades do país apresentando a médicos hematologistas as principais ferramentas de diagnóstico e monitoramento desse tipo de câncer.

Outra frente de atuação é nossa batalha para que o Freelite® seja incorporado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Dessa forma, um número muito maior de pessoas teria acesso gratuito a um dos exames mais precisos e seguros no auxílio à detecção da doença.

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